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Brasil é o maior mercado de perfumes na América Latina

Euromonitor apresenta na FCE Cosmetique relatório sobre o mercado de perfumes na América Latina

A empresa global de pesquisa Euromonitor International apresenta com exclusividade na FCE Cosmetique – que será realizada entre 23 e 25 de maio, no São Paulo Expo, em São Paulo – o relatório “Fragrances in Latin America”, apontando as principais tendências para o mercado latino-americano de perfumes.

“O mercado de perfumes na América Latina possui um imenso potencial. É uma categoria de produto que representa diversos papéis na vida dos consumidores: uma compra de luxo para si mesmo, um presente com bom custo-benefício para entes queridos e se torna, até mesmo, um produto aspiracional”, explica Hannah Symons, analista de pesquisa da Euromonitor International.

Segundo dados do relatório, a indústria de perfumes movimentou USD 10,7 milhões em 2015 na América Latina, colocando a região como a 2ª maior do mundo, atrás somente da Europa Ocidental. O segmento apresentou uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 5% no período de 2010 a 2015. De fato, esse é um mercado relevante para os consumidores da América Latina uma vez que, mesmo durante um período de turbulências político-econômicas na região, foi o segmento mais resiliente dentro da indústria de beleza e cuidados pessoais.

 “A população da América Latina, principalmente do Brasil, possui o hábito de consumir perfumes regularmente, às vezes, até mais de uma vez ao dia”, explica Symons. “Entretanto, são pessoas que dão preferências por produtos de custo menos elevado, o que reduz o gasto per capita comparado, por exemplo, com o da Europa”, complementa.

Segundo o relatório, o Brasil é o maior mercado de perfumes na América Latina por uma ampla margem, embora o consumo do País seja dividido em duas partes. Os consumidores da região Nordeste são grandes usuários ​​de fragrâncias, enquanto, no Sul, o consumo é menor.  Geralmente, a marca é menos relevante no consumo das fragrâncias brasileiras. Em vez disso, os consumidores priorizam o preço e o aroma, levando a um segmento de massa dominante.

Embora a o consumo de massa continue a reinar em termos de valor, o segmento premium experimentou as maiores taxas de crescimento em alguns mercados cruciais entre 2010-2015, incluindo o Brasil, México e Colômbia. No Brasil, esse crescimento foi em grande parte atribuído à rápida ascensão da marca Boticário.

Tradicionalmente, a distribuição de fragrâncias na América Latina tem sido em grande parte dominada pela venda direta. À medida que surgem novos canais, como o comércio online, que oferece entrega gratuita e os varejistas especializados em beleza, incluindo Sephora e Beauty Box, o segmento premium está ganhando terreno. No México, o segmento premium de fragrâncias cresceu mais rápido por uma grande margem devido ao maior de compra entre os consumidores de renda média e alta.

A polaridade do mercado de perfumes no Brasil é clara, enquanto a categoria como um todo teve um bom desempenho, o segmento de massa superou em muito o premium em 2010-2015, em mais de US$ 1 bilhão. Uma vez que o preço é uma motivação de compra tão importante para os consumidores brasileiros, empresas populares de massa, como a Natura, melhoraram a qualidade de seus perfumes a preços razoáveis.

O relatório apresenta um comparativo entre os países latino-americanos, incluindo projeções até 2020, analisando o impacto de cada mercado no desempenho da região. Além disso, faz um aprofundamento sobre o mercado de perfumes no Brasil, trazendo uma visão do cenário competitivo e de distribuição do país.

Fonte: FCE Cosmetique/Euromonitor