Papirus amplia atuação em logística reversa com venda de créditos de reciclagem à Nazapack por meio da cleantech Polen

A estruturação do mercado de créditos de reciclagem vem ganhando relevância à medida que empresas buscam atender às metas de logística reversa previstas na legislação brasileira. É nesse contexto que acontece a operação de venda de créditos de reciclagem pela Papirus à Nazapack Embalagens, como um mecanismo de compensação ambiental.

A iniciativa está alinhada às diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos e às regulamentações estaduais, que exigem que empresas comprovem a destinação ambientalmente adequada, após o consumo, de parte das embalagens que colocam no mercado. Em média, o índice mínimo exigido gira em torno de 32%, podendo variar conforme o estado.

Para atender à legislação, as empresas podem estruturar sistemas próprios de coleta e destinação ou optar pela aquisição de créditos de reciclagem — modelo escolhido pela Nazapack na operação com a Papirus.

“Para a Papirus, a operação representa a consolidação de uma estratégia que vai além do fornecimento de papelcartão para embalagens. Por meio do Programa Papirus Circular, geramos créditos de reciclagem a partir do volume de aparas pós-consumo compradas junto a cooperativas e vendemos esses créditos, ampliando a nossa atuação nesta cadeia”, explica Amando Varella, Co-CEO e diretor Comercial e de Marketing da Papirus.

Segundo o executivo, o movimento reforça o posicionamento da companhia como facilitadora de compliance ambiental. A Papirus mantém créditos disponíveis em estoque e está preparada para atender tanto clientes gráficos quanto end users em suas demandas.

Dentro da estratégia de fortalecimento da logística reversa, a Nazapack comprou créditos de reciclagem por meio da Papirus, referente à compensação do volume gerado em 2024 e 2025. A operação contou ainda com participação da cleantech Polen, responsável pela gestão e certificação dos créditos.

Segundo Fernando Comparini, diretor de Operações da Nazapack, a decisão marcou uma mudança estrutural na forma como a companhia passou a tratar o tema. “Além da aquisição dos créditos, estruturamos um sistema interno para aprimorar o controle das informações ambientais. Instalamos balanças de alta precisão na linha de produção, permitindo a mensuração detalhada dos materiais que estamos colocando no mercado”, conta.

Neste primeiro momento, a Nazapack realiza a compensação ambiental para atender ao percentual médio exigido pela legislação, de cerca de 32% do volume de embalagens pós-consumo colocado no mercado. A estratégia, porém, é consolidar o processo internamente e, a partir da maturidade da operação, avançar para percentuais superiores ao mínimo regulatório.

 

Selo com QR Code amplia transparência

Como desdobramento da iniciativa, a empresa desenvolve um projeto considerado inédito no segmento de copos descartáveis, com a criação de um selo com QR Code. A proposta é que o selo permita rastrear os materiais, direcionando o consumidor para uma landing page com informações sobre o status da logística reversa. “Queremos que essa informação seja transparente e acessível ao cliente final.”

A iniciativa também é vista como diferencial competitivo em um setor pressionado por importações. “Há muitos produtos importados no mercado. A adequação à logística reversa passa a ser também um diferencial competitivo, porque nem sempre o importador está estruturado para atender às exigências ambientais brasileiras”, conclui o diretor da Nazapack.

 

Fonte: GPCOM Comunicação Corporativa e foto: divulgação

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