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Stora Enso reduz presença em papel e foca biomateriais

Uma das mais tradicionais papeleiras europeias e com vendas de € 9,8 bilhões em 2016, a sueco-finlandesa Stora Enso segue reorganizando seus negócios com vistas a reduzir a exposição ao enfraquecido mercado global de papéis gráficos e, ao mesmo tempo, consolidar-se com novas capacidades em embalagens e biomateriais, que seguem em ascensão.

De 2003 para cá, a companhia já reduziu de 11,5 milhões de toneladas para 7 milhões de toneladas a produção anual de papel – cuja contribuição na receita, que no passado chegou a 70%, caiu a apenas 30%. “A reestruturação é um processo contínuo”, disse ao Valor o vice-presidente global de Biomateriais da Stora Enso, Juan Carlos Bueno.

Já no mercado de biomateriais, a companhia se prepara para colocar em operação uma nova linha de celulose fluff (usada na fabricação de fraldas descartáveis e absorventes higiênicos), na Suécia, que elevará a capacidade de produção de fibra de 260 mil toneladas a 450 mil toneladas por ano a partir do segundo trimestre do ano que vem. Antes, essa linha estava dedicada à produção de fibra longa.

Em relação a um provável movimento de consolidação da indústria, a percepção é a de que o Brasil pode estar na origem de uma nova rodada, já que as principais análises nesse sentido envolvem produtores de celulose de eucalipto – o país é o maior produtor global. No setor de navegação, comparou Nicolini, a consolidação trouxe mais disciplina ao mercado e aumento do valor do frete marítimo. Nesse mercado, por exemplo, a maior do mundo no transporte de contêineres, Maersk Line, está comprando a concorrente Hamburg Süd. “Não é possível trabalhar com preços muito baixos”, afirmou.

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